Mídia e Poder

Discussão do curso de Mídia e Poder - Pós-Graduação-Cásper Líbero

Mídia e Poder

Discussão do curso de Mídia e Poder - Pós-Graduação-Cásper Líbero
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Terra Blog

17.07.07

Acidentalmente mídia

Em momentos de crise, as mídias imediatas têm a obrigação de fazer a cobertura e fornecer as primeiras informações à população. Entretanto, com a tecnologia as informações são publicadas quase que simultaneamente ao acidente ou ao evento, o que ocasiona um grande número de falhas. As informações são dadas, os repórteres vão ao local, mas ninguém sabe nada, e, portanto, nada pode ser afirmado com certeza, ou seja, não pode ser afirmado! E não é informação!
Mas não é isso que conta. O importante é estar no local, é estar presente e ter imagens chocantes. Enquanto centenas de famílias aguardam notícias sobre o paradeiro dos passageiros, repórteres ficam tentando juntar informações, tvs ganham audiência e poucas informações precisas são divulgadas. Talvez as pessoas se sintam mais calmas com a abordagem do assunto, mas têm de fato conhecimento sobre o que aconteceu??

A política e a mídia

A mídia sem dúvida pode exercer um papel muito importante na política. Ou pelo menos fazer pressão para que a população não seja feita de palhaça. É o que parece que os jornais, revistas e a TV têm tentado fazer, enquanto o presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) não cansa de fazer manobras e mais manobras para protelar o processo que pode lhe incriminar.
Mas apesar da insistência da mídia as manobras são descaradas e o caso já se arrasta há mais de um mês na tentativa de que a mídia ou a população se esqueça do acontecido. Mas uma coisa que se deve pensar é: Será que diante de uma situação como esta um veículo de comunicação que tivesse algum tipo de ligação ou simpatia com o político alvo do escândalo ficaria relembrando o caso e cobrando providências?

06.07.07

Ternura

Quantas vezes você já passou por um mendigo e simplesmente fingiu que não viu? Em quantas festas raves, micaretas ou baladas você presenciou desconhecidos se beijando e se deixando de lado? Quantas pessoas você já ouviu falar de relacionamentos superficiais, que nada significam? De meninos ou meninas, homens ou mulheres que não querem se envolver e acabam fugindo de compromissos que exijam o mínimo de envolvimento, de sentimento de ternura? Quantos casos não foram divulgados sobre abandono de bebês no lixo. Quantos espancamentos e estupros não acontecem por dia cometidos por entes da família ou não? Quantas guerras, quantas injustiças e quanta violência física e emocional acontecem todos os dias?
Se você vive na nossa sociedade capitalista, globalizada e superficial a resposta provável é INÚMERAS. E por que estamos assim?
Segundo Restrepo, porque nossa sociedade é analfabeta em ternura que tem medo de viver intensamente, tem medo da fraqueza, da queda, da derrota e da dor. Por que? Crescemos com a lógica da guerra, que enautece a vitória, e despreza a derrota, mesmo que ela seja mais honesta, ou mais digna de louvor. É feio perder, ser fraco ou sentimental. É feio amar e se entregar ao outro. Não convém se mostrar por inteiro, porque isso nos torna mais vulneráveis.
Se você acha nosso mundo frio demais, comece a mudar a forma como se relaciona com os outros. Seja mais terno consigo mesmo e com o mundo. “Comece a revolução pela sua vida”.

28.06.07

Política e mídia

A política e a mídia têm realmente uma relação muito íntima com o poder. A política por razões óbvias, e a mídia porque tem naturalmente o poder de divulgar ou não ações e acontecimentos políticos.
A TV, o rádio e os jornais impressos podem escolher se vão ou não divulgar os escândalos, e fazer com que eles ganhem as devidas proporções. São também eles que podem dar visibilidade ou não a obras, planos e estratégias. Com isso, vão “moldando” a imagem de nossos governantes.
Se dão uma cobertura super detalhada de falhas de determinado político, e ao mesmo tempo, quase nem citam obras e ações positivas, vão denegrindo a imagem dos dirigentes. Ao mesmo tempo, se exaltam suas ações fazem com que eles aos poucos conquistem a simpatia da população.
O grande problema é que tanto a mídia quanto os políticos sabem disso, e tentam usar uns aos outros da maneira que mais lhes convém. Um exemplo disso foi o caso do ex-deputado do PTB, Roberto Jefferson, que no momento em que se sentiu ameaçado, e já não tinha mais fuga no caso do mensalão, recorreu à mídia fazendo o maior alarde. Os meios de comunicação interessados em explorar o assunto ao máximo cansaram de mostrar declarações, acusações e discursos do político.
Com a exibição simultânea de sessões de Câmara de vereadores, deputados e senadores, são freqüentes os discursos que nada dizem, só pelo simples fato de dizerem. Simplesmente para aparecerem. Ah, claro esta tendência se acentua ainda mais em ano eleitoral quando um segundo na TV, uma linha no jornal ou uma palavrinha na rádio valem ouro, na busca por mais quatro aninhos ainda que no reino da lama.

21.05.07

Você é feliz?

Se alguém te parasse na rua e perguntasse: - “Você é feliz?”, o que você responderia? Você está totalmente satisfeito com a sua vida? Com a sua saúde? Consegue atingir a maioria dos seus objetivos? Sim ou não? Se sente realmente livre para fazer suas escolhas, para trabalhar da forma que desejaria? Para se divertir no momento e da forma que deseja? Ganha o quanto considera que mereceria? Trabalha ou se estressa mais do que gostaria? Não se incomoda com as diferenças e injustiças, nem com toda a miséria do mundo? Nem com a impunidade, a corrupção, o medo e a violência?
Depois de responder a todas essas perguntas ainda se considera feliz?
Se a resposta for não, será que você é que é assim tão anormal? É com você o problema? Ou com quem não está nem aí para nada disso?
Certo grupo falou durante uma apresentação de seminário em felicidade. Porque é que ninguém quer agüentar ninguém triste? Porque é que a sociedade atual vive tão intensamente a busca incessante da felicidade?
Seria porque cada um já tem revoltas e tristezas suficientes? Ou será ainda porque os motivos das tristezas do mundo levam à reflexão, e ninguém mais quer ter que pensar nas coisas ruins do mundo?